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No início da semana uma convocação assinada pelo padre Sebastião Francisco sobre recadastramento de túmulos foi lida na Câmara e causou falatórios.


Na segunda-feira, 5, um fato deu lenha a discussões pela cidade: a taxa cobrada pela Igreja Católica, em Caxias, para manutenção dos túmulos de cemitérios do município. Durante a reunião ordinária da Câmara Municipal de Caxias, da referida data, o vereador Catulé leu uma convocação assinada pelo padre Sebastião Francisco Pereira, da paróquia de São Benedito.

O documento convoca proprietários de túmulos do Cemitério de São Benedito a fazerem o recadastramento no qual é cobrada a quantia de 40 reais. A convocação diz ainda que, caso em 90 dias o recadastramento não seja feito, a família perde a propriedade do túmulo.

Catulé afirmou que a lei orgânica municipal é clara quanto à administração dos cemitérios. Nas disposições finais, o artigo 149 prevê que os cemitérios são públicos e administrados pela autoridade pública, isto é, pelo município.

Em contraposição, o vereador Leonardo Barata que representa a Igreja Católica na Câmara, afirmou realizar uma investigação do fato. Durante as discussões sobre a exigência da Igreja quanto ao cemitério, o vereador Antonio Ximenes anunciou o artigo 164 da Constituição Municipal, que trata do assunto, e comunicou que taxas não devem ser cobradas, já que os cemitérios pertencem ao poder público.

Na segunda reunião, ocorrida na quarta-feira, 7, o caso foi levado à tribuna pelo vereador Catulé, quando da defesa da legislação referente aos cemitérios. Mas foi comentado que, embora haja a Lei, as paróquias sempre cuidaram dos cemitérios do município, deixando o poder público omisso da obrigação.

A solução viável seria, então, segundo os vereadores, uma decisão definitiva: o poder público retoma a obrigação de cuidar dos cemitérios ou regulariza a posse para a Igreja Católica.

Em tempo – Com relação ao assunto, outro fato no Estado chamou a atenção. Uma monografia de conclusão de curso, produzida por uma estudante de Imperatriz, vai virar projeto de lei municipal. O autor da iniciativa é um vereador que atenderá ao pleito do deputado João Batista (PP), inspirado no trabalho monográfico da aluna Alessandra Silva Oliveira.

A monografia aborda a falta de legislação específica para a administração de cemitérios em várias cidades do Maranhão. Com o tema “Cemitério. Afinal de contas de que forma as cidades do Maranhão estão a administrar os seus cemitérios?”, a estudante de imperatrizense aprofundou sua pesquisa no cemitério "Parque dos Anjos", em Imperatriz, no qual os sepultamentos são feitos em covas que se transformam, com o tempo, em cacimbas (pequenos poços de água), ocorrendo o processo de "saponificação".

Tudo isso acontece porque o local escolhido para enterrar os mortos está localizado sobre um lençol freático quase na superfície da terra. Segundo o deputado, a falta de leis específicas para cemitérios provoca situações constrangedoras para os familiares dos mortos que têm a infelicidade de sepultar um ente querido e depois de dois, três ou quatro anos não o encontram porque não há uma organização.


Abril de 2010.
Matéria veiculada no Jornal Folha do Leste.
Por Junior Alencar Magrafil.
A medida torna obrigatória a afixação de cartazes de alerta sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes nos estabelecimentos de Caxias.

Devido o evento de diversos casos de pedofilia pelo estado e município, o assunto levantou a preocupação de um vereador caxiense, que propôs para as comissões internas da Câmara Municipal de Caxias um projeto de Lei que torna obrigatória a afixação de cartazes contendo mensagens de alerta sobre a exploração sexual de crianças e adolescentes na cidade.

O vereador Ricardo Marques (PMDB) comenta que, “caso seja aprovada a proposta, a medida atinge os hotéis, motéis, bares, academias de ginástica, clubes sociais, entre outros”.

O peemedebista informa que a realidade no Maranhão também é deprimente e, particularmente em Caxias, a situação talvez seja uma das piores. Dados oficiais divulgados pelo Conselho Tutelar de Caxias mostram que somente no ano passado foram confirmados 28 casos do gênero.

Segundo Waldir de Jesus, presidente do Conselho Tutelar de Caxias, “o número de casos de pedofilia na cidade pode ser ainda maior, tendo em vista que muitos casos não são denunciados. Além disso, a cidade já tem um histórico recente nada agradável no assunto, quando envolveu figurões da sociedade”.

Sobre a articulação de campanhas, o vereador explica: “No fim do ano passado, tivemos no Maranhão uma batalha parlamentar árdua para apurar casos e coibir novas ações dos pedófilos, com atuação de duas CPIs, uma federal e outra estadual. Porém, acreditamos que somente uma luta constante poderá amenizar a situação que se agrava com o passar do tempo”.

Pedofilia é definida, pela Organização Mundial da Saúde, como a ocorrência de práticas sexuais entre um indivíduo maior de 16 anos com uma criança na pré-puberdade. No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente, em seu artigo 241, estabelece a pena de detenção de um a quatro anos e multa para quem “fotografar ou publicar cena de sexo explícito ou pornografia”.

“Este assunto deve ser debatido constantemente com as crianças e os adolescentes nas escolas, através de atividades em sala de aula, orientação e palestras com profissionais, procurando diminuir os casos desta violência e incentivando a denúncia”, finaliza Ricardo Marques.


Março de 2010.
Matéria veiculada no Jornal Folha do Leste.
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